Renovação do ar em escolas: estratégia de combate à Covid-19

14.12.2020

Eduardo Paiva Haguio

 

Dezembro de 2020 finalmente chegou, e com ele uma série de sentimentos opostos ganham espaço. Ao mesmo tempo em que a vacinação finalmente tem início no hemisfério Norte — e, com ela, renasce a esperança de que dias melhores estão próximos —, a tendência de alta de casos aqui no país intensifica o medo e as incertezas para o ano que está por chegar.

Um dos aspectos mais importantes dessa vida incerta que levamos hoje é o da educação das crianças e adolescentes. Com o ano letivo já extremamente comprometido, e as escolas tornando a fechar pelo país afora bem no momento em que começavam a consolidar a reabertura, é extremamente importante que tratemos dessa questão com a maior urgência possível.

Certamente, o que mais preocupa em termos de gestão pública (no sentido amplo que a expressão possui) é a extrema desigualdade social, que se manifesta perversamente no sistema de educação. A excelência de algumas instituições, tanto na rede pública quanto privada, contrasta com a carência de itens básicos que assola a outra ponta da cadeia. Ainda que aqui no norte do Paraná a situação pareça menos crítica do que em outras partes do país, as limitações frequentes que as escolas enfrentam continuam sendo um imenso desafio para a gestão de um momento de crise como este.

Há inúmeros fatores a se considerar para a presença física das crianças nas escolas, desde as fundamentais — relacionadas à qualidade da educação — até as colaterais, como a necessidade de retorno ao trabalho dos pais e a sobrevivência econômica das escolas privadas. Por isso, é preciso que a sociedade participe da busca por soluções, a fim de minimizar os impactos que este impasse poderá causar no futuro de toda uma geração.

Diversos estudos elaborados ao longo deste ano apontam para as possibilidades — e necessidades — de funcionamento seguro dos espaços escolares. Esta é uma questão fundamental desta pandemia: no caso brasileiro, dada a precariedade do acesso de muitas famílias à infraestrutura digital e ao tempo necessário para a atenção à educação de seus filhos, o ensino remoto não tem se mostrado uma solução satisfatória. Além disso, especialistas apontam para as diferentes necessidades de socialização das crianças, para as quais o ambiente educacional oferece as melhores oportunidades. Essa nova alta de casos de Covid-19 que temos percebido recentemente tem, provavelmente, pouco a ver com o retorno às aulas presenciais, já que são inúmeras as situações de risco em que a população tem se colocado desde que os dados deram seus primeiros sinais de queda. É até natural que as autoridades tomem medidas extremas quando são identificados novos surtos, mas é preciso pensar em como agir logo que a situação se estabilizar; já está ficando claro que não poderemos esperar pela vacinação em massa para reabrirmos nossas escolas.

A ventilação natural é uma das principais ferramentas para a renovação do ar interno.

Um dos vários estudos sobre a segurança para o retorno às atividades escolares está sendo feito pelo departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina. Um projeto de extensão está avaliando as condições de renovação do ar interno em salas de aula de escolas municipais e da própria Universidade, a fim de obter informações relevantes para a constituição de protocolos de segurança no uso destes espaços. A arquiteta e professora Claudia Donald Pereira, da Otimax, participa destes estudos; ela destaca que, ao que tudo indica, grande parte das contaminações acontece por via aérea, o que torna imprescindível a manutenção da qualidade do ar interno através de renovação constante. Ela afirma:

 

Além de todas as medidas preventivas já conhecidas (como uso de máscara e limpeza frequente das mãos e superfícies), a ventilação natural é uma estratégia importantíssima para promover a renovação de ar nos ambientes, diminuindo as chances de contaminação de Covid-19.

As pesquisas têm demonstrado diferenças grandes nas possibilidades de ventilação natural das salas de diferentes escolas. Enquanto algumas possuem salas com amplas janelas, outras possuem salas apenas com uma porta ou com janelas muito pequenas. Em várias das salas com poucas aberturas, a ventilação não é suficiente para promover a renovação do ar nas taxas necessárias para evitar transmissões aéreas de vírus.

Além disso, os estudos demonstram que o tipo de janela interfere bastante na eficácia da ventilação natural. Janelas de abrir ou de correr, por exemplo, possibilitam maior renovação de ar quando comparadas a janelas basculantes (com a mesma área).



Diante da situação que estamos vivendo, a Otimax está oferecendo à comunidade o serviço de avaliação da situação de renovação do ar interno a preços especiais. Se você é responsável por algum estabelecimento, e tem interesse em avaliar tecnicamente a situação de seus espaços, entre em contato conosco para tirar suas dúvidas ou agendar uma reunião. Será um prazer atendê-lo.